A importância do planejamento estratégico nos escritórios de advocacia

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O que se conhece hoje por planejamento estratégico, teve origem na Grécia antiga, onde as tropas militares utilizavam esse pensamento para elaborar seus planos de ataques e de defesas nas guerras e batalhas que eram travadas.

A evolução desse pensamento foi acontecendo de forma gradativa e sendo adaptada para o mundo dos negócios, afinal, o que seria o contexto mercadológico atual senão uma “guerra por espaço”?

Sendo assim, a evolução do pensamento estratégico e a evolução da administração de empresas foram caminhando lado a lado.

A primeira aparição do planejamento estratégico como ferramenta, deu-se, inicialmente, através de planejamentos financeiros nos anos 50. Por volta de 1960, com uma visão mais estruturada, o pensamento estratégico foi aplicado através do uso das informações obtidas por indicadores passados e atuais, com o propósito de adequar uma melhor postura para alcançar as melhorias necessárias através de uma visão de longo alcance.

Para Peter Druker, o pai da administração, o “planejamento estratégico é o processo contínuo de, sistematicamente e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvam riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução dessas decisões e, por meio de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas.”

Ocorre que, para se adentrar no planejamento estratégico em si, em suas metas e execuções, é necessário dispor de atenção para o que se pretende ao fazer isso. Para que se quer um planejamento estratégico? O que trará de positivo? É realmente necessário?

Quanto a esses questionamentos, existe uma ferramenta da administração que questiona esses porquês e auxilia a encontrar essas respostas, trata-se da Matriz SWOT, criada por Albert Humphrey, em meados dos anos 60/70, durante a realização de um um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford.

E como essa matriz pode auxiliar? Bem, SWOT, do inglês, significa: Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats, ou, traduzindo para o português como FOFA: Forças; Oportunidades; Fraquezas e Ameaças.

Porém, antes de começar a traçar os pontos fortes e fracos de seu escritório de advocacia, sugiro que primeiro faça essa análise no âmbito pessoal, e quer saber o por quê? Porque é liderando o jogo interno (pessoal) que se lidera o jogo externo (mercado).

A matriz SWOT traz um mapa do cenário atual, ou seja, uma diminuição do contexto em que se está inserido para que se possa enxergar melhor os caminhos e assim, decidir qual caminho se deve escolher para ir em direção ao objetivo, ao destino que se pretende.

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Para que o escritório saiba a direção que deve seguir e a partir deste ponto traçar uma estratégia para alcançar esse destino, é necessário saber o que se quer, quais são as missões, visões e valores pessoais, para que posteriormente, possa aplicá-las ao escritório de forma mais assertiva.

Afinal, numa bifurcação encontrada no meio do caminho, só se pode escolher um deles para seguir.

A missão direciona sobre o porquê da escolha em prestar determinado serviço jurídico, sobre o que se quer com o escritório, sobre quais são as dores do cliente que se está tentando resolver.

A visão traz a noção do que se quer para o futuro, onde chegar, em que patamar se gostaria de estar, o que não se tem que gostaria de ter, que tipo de mercado se pretende alcançar, qual o faturamento desejado e quais os clientes se quer ter.

Quanto aos valores, esses são fatores intrínsecos, são aqueles que não se abre mão nunca. Caso os valores decididos possam ser barganhados, então, eles não podem ser considerados valores de verdade.

Essa é a primeira atividade para quem quer elaborar um planejamento estratégico, apesar de parecer simples, não é.

É Preciso mergulhar profundamente em si próprio para saber o que realmente se quer com isso, para depois, alinhar com os sócios, se for o caso de sociedade, para finalmente, alinhar o escritório a partir de uma só diretriz, dentro de um propósito.

Deve-se saber para onde quer ir, traçar um mapa do contexto atual ampliando-se o campo de visão sobre o mesmo, e escolher qual o caminho que conduzirá ao destino. Caso contrário, pode-se permanecer perdido, escolhendo um dos tantos caminhos que existem, afinal, para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.

Agora que você já sabe por onde começar o seu planejamento estratégico no escritório, é hora de colocar em prática!

Consultora em gestão jurídica franqueada da Radar - Gestão para Advogados, especializada nas áreas de Planejamento, Estratégia e Gestão dos Serviços. Pós-graduada em Direito Processual Civil e Processual do Trabalho. Advogada Sistêmica certificada pelo Modelo de Gestão da Advocacia Sistêmica - Nível Básico, Intermediário e Avançado - em curso; Certificada em Práticas de Atendimento Humanizado: Perguntas, Bonecos e Âncoras pelo Modelo de Atendimento Humanizado da Gestão da Advocacia Sistêmica; Coach com Formação em Coaching Sistêmico com Neuro-semântica e PNL certificada pela Gestão da Advocacia Sistêmica, Neuro-Semantics International Society of Neuro-Semantics Actualizing Excellence, WCC - World Coaching Council, e Points Of You - Creative Tools for Training & Development. Consultora Sistêmica com Formação em Consultoria Sistêmica pela Gestão da Advocacia Sistêmica e certificação pela InBetween Perspectivas Sistêmicas e Conexão Sistêmica.

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